TV LIBERDADE :
Photobucket Photobucket

CLIQUE ABAIXO E VOTE EM NOSSA RADIO AJUDE-NOS A EVANGELIZAR O MUNDO

www.radios.com.br

PARA OUVIR REDE AMIZADE GOSPEL EM SEU CELULAR

TV REDE AMIZADE GOSPEL

Bach e o Legado Luterano

Religião, aborto e política

Qual a influência da religião nas eleições presidenciais?
Pois então. Depois do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais (jogando para o segundo turno a disputa) uma certa polêmica emergiu: a influência da religião na política. É que como ficou evidente, a candidata do PT Dilma Roussef viu escorregar pelos seus dedos o sonho de sagrar-se vencedora já no dia 03 de outubro, em razão de um bombardeio acerca do seu posicionamento sobre o aborto, graças às denúncias feitas pelos chamados “religiosos”.
Como não era para ser diferente, um monte de idiotas instruídos estão agora a questionar a influência da religião na política, como se fosse um tiro na democracia. É o caso da antropóloga Débora Diniz que, em entrevista à Coluna 7×7 de Época, dispara contra a influência da religião nestas eleições e questiona o aborto como tema primordial.
Débora Diniz representa muito bem o relativismo moral que impera hoje nos círculos educacionais, resultado de uma pós-modernidade frágil e que faz de conta que defende os direitos humanos.
Primeiro, o pragmatismo que ela advoga sobre o aborto é algo terrível. Imaginar que a discussão sobre o assunto é somente uma questão de saúde pública, é fazer tábula rasa do valor da própria vida. Isso porque, antes da discussão dos aspectos da saúde pública, a vida (do feto) deve ser defendida em primeiro plano. Querer descriminalizar o aborto simplesmente porque aquelas que se submetem às cirurgias em hospitais clandestinos correm risco de vida é - em verdade - uma forma de remover o ponto de discussão. Ora, a grande maioria das mulheres que se submetem ao aborto são na verdade adolescentes, que praticaram sexo irresponsável e não querem arcar com “as consequencias” de criar um filho. Portanto, se se estão preocupados com os riscos das cirurgias clandestinas porque não propõem campanhas de conscientização sobre a própria sexualidade, de forma a ser evitar tanto os abortos bem como os “filhos indesejados”, que crescem sem estrutura familiar.
Aliás, causa-me medo a declaração da entrevistada ao dizer que: “O risco não está no aborto como um ato médico, mas na ilegalidade do aborto. Elas passam a ser criminosas por resistirem à imposição do Estado em serem mães contra a vontade”. Como assim, mães contra a vontade? A pessoa foi lá, praticou o sexo irresponsável e não quer ser mãe contra a sua vontade? E o que me dizem do feto ser morto sem a sua própria vontade? (lembremos que o aborto fruto de gravidez de estrupro não é crime – art. 128, II, CP).
Segundo, a afirmação de que “não é o tema do aborto e a saúde das mulheres o que está sendo discutido, mas se as plataformas religiosas devem regular ou não a sexualidade e a reprodução das mulheres” é, pra mim, uma tentativa clara de recusar a manifestação pública dos chamados “religiosos”. Ora, Estado laico não é Estado antiteísta. Desse modo, a manifestação dos religosos, assim como dos ateus, agnósticos e/ou céticos é algo que não deve ser relegado, até porque, em uma democracia, todos têm o direito de manifestar o seu pensamento. Do contrário, voltaremos aos tempos antigos…. Pior do que a imposição de uma maioria, é a ditadura de uma minoria…
A revista Época também traz nessa semana como matéria de capa o título “Deus entrou na eleição”, em que debate sobre esse mesmo tema. Eis um trecho da reportagem:
“Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.”
De fato, o que se percebe neste momento não é simplesmente a influência da religião da política, mas sim um debate mais maduro, com temas que envolvem fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. Ora, nas eleições presidenciais anteriores o Brasil nunca discutiu nada. O ponto mais importante sempre foi o carisma do candidato. E agora, quando se elege temas como esses estão querendo mudar o foco da discussão?
Ah. Façam-me o favor.
Dona Dilma tá tentando se esquivar daquilo que sempre defendeu: ser favorável ao aborto. Quero ver até onde vai a sua habilidade de desmentir o passado e mudar os registros da história.

O anti-intelectualismo religioso

Qual a letra que mata?
Infelizmente, em pleno século XXI ainda existe uma turma dentro de nossas igrejas que se manifesta contra o estudo secular e a busca pelo conhecimento. Em alguns lugares, o cristão estudioso é tido como rebelde, frio, calculista, modernista, liberal e inveterado insurgente. James Sire chama isso de versão popular do intelectual.
De modo recorrente é dito que a igreja não precisa de mais conhecimento ou de doutores, já que historicamente ela foi levada adiante por pessoas que nunca estudaram, e que, portanto, a intelectualidade é desnecessária e sobretudo perigosa.
E alguns, para fundamentar, lançam mão do texto de II Cor. 3.6: “... porque a letra mata e o espírito vivifica”.
É um erro grosseiro de interpretação dizer que a palavra “letra” no texto de II Cor. 3.6 esteja se referindo ao conhecimento. Não é preciso muito conhecimento teológico para se depreender do texto sob análise que Paulo está fazendo referência à letra da lei, e não ao conhecimento. Veja-se que o capítulo em que o versículo está inserido tem como tema principal a diferença entre o ministério do Antigo e do Novo Testamento, fato este que pode ser plenamente verificado nos versículos posteriores, onde Paulo escreve: “O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras; mas este ministério veio com glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor de seu rosto, ainda que desvanecente” v. 7 – NVI
A infeliz verdade é que ainda existe um pensamento de anti-intelectualismo dentro de alguns círculos religiosos. O escritor Os Guinnes chama isso de hedonismo mental. Já John Stott denomina de cristianismo de mente vazia.
De fato, a Bíblia alerta sobre o perigo da arrogância do conhecimento e da sabedoria carnal (II Co. 1.12). Todavia, é preciso ressaltar que a arrogância atinge não somente os estudiosos, mas também aqueles que não buscam conhecimento. E o que existe de crente que se arroga da sua própria ignorância não está escrito, como se no céu fossem receber de Deus uma coroa pela burrice exercida na terra.
A Bíblia diz: “O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria.(Pv. 18.15)
Não quero com isso dizer que o cristão intelectual é superior ou inferir àquele que não aprecia o estudo ou a leitura. Não, não e não!
Quero simplesmente ressaltar que a vida intelectual não é sinônimo de arrogância ou de desvio doutrinário, e que tanto estudioso quanto não estudioso estão sujeitos aos mesmos erros. É claro que a vida cristã não pode pautar-se jamais pelo grau de conhecimento que possuímos, mas sim pela dependência plena à Cristo.
Como escreveu Paulo: “A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (I Co. 2:5,6).
Pense nisso!

Família sob ataque

MEC distribuirá Kit gay em escolas públicas
A doutrinação do movimento homossexual está chegando a níveis assustadores. Não bastasse a tentativa de criminalizar toda e qualquer opinião contra o comportamento homossexual (conforme PLC 122), matéria do Correio Braziliense [1] divulgou há poucos dias informações sobre um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) que visa produzir kits de material "educativo" composto de vídeos, boletins e cartilhas com a abordagem do universo de adolescente homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública de todo o país.
Conforme a matéria, parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.
O texto explica ainda que o jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. 
O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial.
Caros leitores, a tendência de doutrinação do movimento homossexual tem mostrado sua força, principalmente no âmbito legislativo; com propostas que provocam verdadeiro ataque à instituição familiar.
Sob o pretexto de acabar com o preconceito e com a homofobia, a proposta em questão tenta inculcar nos jovens e adolescentes a normalidade da homossexualidade, na medida em que os instiga a esse tipo de comportamento.
Além da oração, cabe aos cristãos a manifestação contrária a esse tipo de proposta legislativa que é um verdadeiro ataque à família.
Notas

O orgulho religioso

Religiosidade vazia e pomposa é algo que Deus dispensa. E o orgulho, ele rejeita.


Religiosidade vazia e pomposa é algo que Deus dispensa. E o orgulho, ele rejeita.
Mas, como podem existir pessoas evidentemente cheias de orgulho que declaram acreditar em Deus e se consideram muitíssimo religiosas, principalmente entre aqueles que participam da liderança?
Essa indagação é feita por C. S. Lewis [Cristianismo puro e simples] e corroborada com a denúncia de A. W. Tozer [O melhor]: Quanto trabalho religioso feito com o ativismo do pastor tem por motivação o desejo carnal de fazer o bem! Quantas horas de oração são gastas pedindo-se a Deus que abençoe projetos arquitetados para a glorificação de pequeninos homens! Quanto dinheiro sagrado gasto é despejado sobre os homens que, a despeito dos seus lacrimosos apelos, só procuram realizar uma bela exibição.
Ele diz mais: “Essa mania pelo sucesso é a preservação de uma coisa boa. O desejo de cumprir o propósito para o qual fomos criados é, por certo, dom de Deus, mas o pecado retorceu este impulso e fez dele uma cobiça egoísta pelo primeiro lugar e pelas honras das altas posições. O mundo inteiro do homens é arrastado por esta cobiça como por um demônio, e não há escape“.
Em resposta, C. S. Lewis anota que essas pessoas adoram um Deus imaginário: Na teoria, admitem que não são nada comparadas a esse Deus fantasma, mas na prática passam o tempo todo a imaginar o quanto ele as aprova e as tem em melhor conta que ao resto dos comuns mortais. Ou seja, pagam alguns tostões de humildade imaginária para receber uma fortuna de orgulho em relação a seus semelhantes.
Acrescenta, ainda: Suponho que é a esse tipo de gente que Cristo se referia quando dizia que pregariam e expulsariam os demônios em seu nome, mas no final ouviriam dele que jamais os conhecera. Cada um de nós, a todo momento, vê-se diante dessa armadilha mortal. Felizmente, temos como saber se caímos nela ou não. Sempre que constatamos que nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons — sobretudo, que somos melhores que os outros —, podemos ter certeza de que estamos agindo como marionetes, não de Deus, mas do diabo. A verdadeira prova de que estamos na presença de Deus é que nos esquecemos completamente de nós mesmos ou então nos vemos como objetos pequenos e sujos. O melhor é esquecer-nos de nós mesmos.
Portanto, como cristãos não estamos imunes ao orgulho. Muito pelo contrário, quando massageado, nosso ego é capaz de enganar a nós mesmos, fazendo-nos acreditar em uma suposta humildade, mas que no fundo, cravado em nossos corações, esconde o poder destrutivo da altivez religiosa. Aquela que nos faz agir como o fariseu [Lc. 18.9] que pensava ser melhor que o publicano pecador.
Nesse sentido, somos convidados a nos entregar completamente ao Senhor e pedir a ele que nos livre de todo e qualquer orgulho, e que o Espírito Santo governe nosso ser.
por Valmir Nascimento

Perigos da exposição constante aos programas televisivos

Segundo pesquisa, crianças que passam muito tempo em frente à televisão sentem mais emoções negativas e tendem a apresentar uma personalidade agressiva e antissocial ao longo da vida.
Outra pesquisa realizada recentemente aponta os perigos da exposição constante aos programas televisivos.
De acordo com matéria de Veja, pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, concluíram que crianças que passam muito tempo em frente à televisão sentem mais emoções negativas e tendem a apresentar uma personalidade agressiva e antissocial ao longo da vida. Em um novo estudo, esses especialistas também descobriram que quanto mais horas os jovens assistem televisão, maior a chance de eles serem condenados pela justiça por algum motivo. Essas conclusões foram publicadas nesta segunda-feira na revista Pediatrics.
A matéria ressalta ainda que segundo os resultados, os participantes que gastaram mais tempo na infância assistindo televisão, em comparação com aqueles que menos horas passavam em frente ao aparelho quando crianças, foram significativamente mais propensos a receber um diagnóstico de transtorno da personalidade antissocial (também chamada de psicopática ou sociopática). Além disso, a pesquisa concluiu que cada hora a mais na média de tempo em que uma criança assiste televisão em um dia comum, o risco de ela receber alguma condenação penal ao longo da vida aumenta em 30%. Essas conclusões não têm relação com fatores como nível socioeconômico ou características da família, afirmam os autores.
Essa e tantas outras pesquisas deve despertar a atenção dos pais, tendo em vista que sob o disfarce do entretenimento e da cultura popular de massa, nossas crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos estão sendo seduzidos e negativamente influenciados pela mídia ímpia – aquela descompromissada com os valores morais e familiares. 
A família cristã precisa tomar cuidado para que a mídia não seja entronizada como o Deus de seu lar. Ele deve ser usada com prudência e sabedoria e jamais pode retirar o espaço que deve ser destinado ao diálogo, ao culto, ao estudo da Palavra e à educação dos filhos, que são herança do Senhor (Sl. 127.3).

O cristão, o mundo jurídico e a criação da ANAJURE

O cristão, o mundo jurídico e a criação da ANAJUREA importância do mundo jurídico para os evangélicos

A Constituição Federal da Republica Federativa do Brasil estabelece, em seu art. 5º, inciso VII, que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. A mesma Lei Maior garante ainda que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei (art. 5º, inciso VII).
Tais dispositivos representam a matriz constitucional do direito de religião, concebido como uma das principais garantias da pessoa humana, com assento na Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância isolada ou coletivamente, em público ou em particular" (art. 18). Trata-se, portanto, de uma liberdade pública, um direito fundamental, do qual decorrem outras garantias, a exemplo da liberdade de culto, o direito à assistência religiosa, organização religiosa, imunidade tributária e o direito ao ensino religioso de matrícula facultativa nas escolas públicas. 
OFENSIVAS CONTRA A LIBERDADE DE CRENÇA E MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO
Apesar da previsão em nossa Lei Maior, nos últimos anos essas garantias têm sofrido várias ofensivas. O processo de secularização e a intensificação dos ataques de setores liberais tem feito surgir um cenário de instabilidade e de preocupação para os grupos religiosos, notadamente para aqueles que defendem valores morais históricos, como é o caso dos evangélicos. Nesse sentido, vemos a intensificação das retaliações contra líderes religiosos que se pronunciam sobre temas controversos como a questão da homossexualidade, aborto e a eutanásia. Além disso, percebe-se também uma tentativa velada de afastar os religiosos dos debates públicos e das discussões de interesse geral da sociedade, ao argumento de o Estado ser laico.
Como escreveu Dinesh D´Souza: “Hoje, tribunais interpretam de modo errôneo a separação entre Igreja e Estado, no sentido de negar à religião seu espaço na arena pública ou impedir que a moralidade derivada da religião molde nossas leis. Parecem desejar substituir liberdade de expressão por liberdade longe da expressão religiosa. Os secularistas querem varrer para longe da praça pública tanto a religião quanto a moralidade baseada na religião, para que possam monopolizar o espaço comum da sociedade com sua próprias visões. No processo, transformam os cristãos religiosos em cidadãos de segunda classe. Essa é uma profunda distorção de uma ideia nobre que também é uma ideia cristã. As separação das esferas não deveria ser uma arma contra o Cristianismo; pelo contrário, é um recurso provido pelo Cristianismo para promover a paz social, a liberdade religiosa e uma comunidade moral”. (A verdade sobre o cristianismo, p. 75)
O CRISTÃO E O DIREITO
Dentro desse contexto, notamos cada dia mais a importância do seguimento evangélico dar a devida importância ao mundo jurídico, com especial atenção paras as discussões legislativas levadas a efeito no Congresso Nacional e para os julgamentos nos tribunais superiores, principalmente no Supremo Tribunal Federal. Isso porque, tanto as leis como as decisões judiciais afetam diretamente nossa vida, seja positiva ou negativamente. Ao regulamentar a vida em sociedade segundo os preceitos estabelecidos pelo Estado, o Direito faz parte do cotidiano das pessoas e por isso precisa ser conhecido e valorizado.
Lecionando a disciplina de Direito em um curso de Teologia, tenho chamado a atenção dos alunos para a importância do tema. O Direito é uma matéria interdisciplinar, que deve ser apreciada não somente pelos juristas, mas pelos profissionais de todas as áreas, afinal as relações jurídicas permeiam e afetam nossa vida do nascimento até a morte. No caso dos teólogos, além do cenário anteriormente apontado, as noções elementares do Direito são válidas em razão da necessidade de se compreender todos os aspectos legais que envolvem os direitos e deveres das igrejas e dos membros.
Além disso, a compreensão do Cristianismo como uma visão de mundo abrangente também aponta para a necessidade dos cristãos se importarem com o mundo jurídico. Dentro dessa compreensão, para além de uma mera experiência ou devoção pessoal, o Cristianismo genuíno é a interpretação de toda a realidade, o que implica dizer que nenhuma área da vida humana escapa da soberania divina, inclusive o Direito, o qual deve ser visto, dentro de uma perspectiva bíblica, como o meio pelo se garantir a pacificação social, segundo preceito morais absolutos.
Com efeito, o inconformismo realçado pelo apóstolo Paulo em Romanos 12.2 precisa ir além dos temas morais, para abarcar também o mundo jurídico, devendo os cristãos se insurgir contra as concepções jurídicas que contrariem o direito à liberdade de crença previsto na Carta Magna e que afetem a dignidade da pessoa humana.
A CRIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JURISTAS EVANGÉLICOS - ANAJURE
Por conta disso, vale enaltecer a criação, no Brasil, da Associação Nacional de Juristas Evangélicos, formada por operadores do Direito cuja missão institucional primordial é a defesa das liberdades civis fundamentais – em especial a liberdade religiosa e de expressão – e a promoção dos deveres e direitos humanos fundamentais – em especial o princípio da dignidade da pessoa humana, tudo isso sob a égide e as bases principiológicas do Cristianismo e do seu consectário histórico, o Estado Democrático de Direito.
Dentro os objetivos da instituição, estão:
a) constituir-se como uma entidade de promoção e defesa das liberdades civis fundamentais, dos ideais do Estado Democrático de Direito e dos valores do Cristianismo, em especial, a defesa da dignidade da pessoa humana;
b) constituir-se como uma entidade de auxílio e defesa administrativa e jurisdicional das igrejas e denominações evangélicas, em especial, nos casos de violação dos direitos fundamentais de liberdade religiosa e de expressão;
c) constituir-se como um fórum nacional de discussão sobre o ordenamento jurídico brasileiro, sobre os projetos de lei em tramitação, sobre as propostas de políticas públicas governamentais, especialmente no que diz respeito aos deveres e direitos humanos fundamentais;
d) constituir-se como uma entidade fomentadora e promotora de métodos alternativos de resolução de conflitos;
e) constituir-se como uma entidade promotora de programas, projetos, atividades e ações que visem ao amparo dos chamados grupos vulneráveis da sociedade brasileira;
f) constituir-se como uma entidade que busca a consecução de parcerias nacionais e internacionais com instituições de mesmo caráter e finalidades, como é o caso, verbi gratia, da Alliance Defending Freedom (ADF), da Advocates International, da Federación Interamericana de Juristas Cristianos, do Centro de Bioética Persona y Familia;
g) constituir-se como uma entidade fomentadora e promotora de intercâmbios, missões, cursos, congressos, encontros, com o fulcro de capacitação dos seus associados, assim como também com o fulcro de promoção e disseminação dos seus valores institucionais, em especial, a defesa das liberdades civis fundamentais;
h) constituir-se como uma entidade promotora de networking e netweaving entre os seus associados e cooperadores.

Além de ressaltar em sua atuação o princípio da dignidade da pessoa humana, o fortalecimento do Estado Democrático de Direito, e a defesa dos direitos humanos fundamentais, como expressão desses, a ANAJURE se coloca como uma voz da sociedade brasileira que lutará contra toda e qualquer forma de tirania e violação de direitos, assim como será uma instituição partícipe das discussões dos projetos de lei e das propostas de políticas públicas governamentais que disciplinem o exercício das liberdades civis fundamentais.
O lançamento da entidade está marcado para o dia 29/11/2012, na Câmara dos Deputados Federais, em Brasília/DF.
Conheça o site da ANAJURE.

Por que é importante compreender o Cristianismo como uma visão de mundo abrangente

O Cristianismo é uma mundividência que diz respeito a todas as áreas da vida (Charles Colson)
Por que é importante compreender o Cristianismo como uma visão de mundo abrangente
 
por Valmir Nascimento
 
Muitos imaginam que compreender o Cristianismo como uma visão integral de mundo é algo muito teórico e filosófico, e por isso deveria ser assunto somente para pastores e eruditos.
 
Mas não é. Desenvolver uma cosmovisão cristã deve ser uma preocupação de todo e qualquer crente, seja ele erudito ou não, pastor ou membro da igreja, pois é algo que afeta diretamente nossa espiritualidade e como colocamos em prática nossas principais crenças no dia-a-dia. O evangelho diz respeito a nada menos que todas as coisas (Cl. 1.16-20), e a missão da igreja diz respeito a nada menos que todas as coisas. Desse modo, o Reino de Deus, que é revelado na pessoa de Jesus Cristo, deve se manifestar em cada aspecto da vida de um “cidadão do Reino”, seja na vida devocional, na comunhão no trabalho, no mercado público, na escola na universidade, no lazer, na família.[i]
 
Por essa e outras razões podemos enumerar uma série de fatores que atesta a importância de compreender o Cristianismo como uma visão de mundo.
 
Compreender o Cristianismo como uma cosmovisão é importante porque evita que os cristãos sirvam a “outros senhores”
 
Jesus disse certa feita que não podemos servir a dois senhores, pois haveremos de odiar a um e amar ao outro (MT. 6.24). Nesse sentido, a compreensão do Cristianismo como uma visão de mundo tem como um de seus objetivos exatamente evitar que os cristãos sirvam a “outros senhores”, isto é, filosofias e concepções que contrariem as doutrinas primordiais da fé cristã; pois aqueles que não olham a sociedade, a cultura e os sistemas de ideias pelas lentes da cosmovisão cristã, sem se aperceberem, são seduzidos por ideologias espúrias e antibíblicas, em virtude da incapacidade de denotarem as forças ocultas e os princípios morais e/ou religiosos que se escondem por detrás de algumas ideias aparentemente inofensivas, porém destruidoras. O desenvolvimento de uma visão de mundo cristã habilita o crente a refletir sobre as pressuposições elementares de toda e qualquer linha de raciocínio e concluir se tais pressuposições são ou não compatíveis com a Bíblia.
 
O fato de vivermos em um momento histórico de pluralismo, diversidade e tolerância, com a crescente multiplicação de pontos de vistas, teorias, doutrinas e religiões de todos os tipos e origens, bem como os conflitos morais, teológicos e ideológicos que disso resultam, compreender o Cristianismo como uma cosmovisão torna-se ainda mais relevante, para o fim de discernir as vozes do nosso tempo e destruir os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (2 Coríntios 10:5).
 
Compreender o Cristianismo como uma cosmovisão é importante porque conduz ao entendimento de que a fé cristã não é algo somente privado, mas público
 
Influenciados por uma forte tendência de secularização, muitos cristãos estão a aceitar a falsa ideia de que a fé é algo eminentemente privado e que por isso deve ser vivida e expressada somente no âmbito pessoal e religioso, sem a possibilidade de influenciar as questões públicas. Como vaticinou Dinesh D´Souza: “Muitos cristãos renunciaram a essa missão [participação efetiva no mundo], buscando um modus vivendi viável e confortável no qual concordam em deixar o mundo secular em paz se o mundo secular concordar em deixá-los em paz”.[ii]
 
Com efeito, essa dicotomia sagrado/secular, religião/ciência, fé/razão, tem afastado cada dia mais a perspectiva cristã dos debates sociais e das questões públicas. No livro A mente cristã Harry Blamires aborda essa questão e ressalta como os cristãos estão se deixando influenciar pela mente secular. Ele diz:
“Não existe mais uma mente cristã. Ainda há, é claro, uma ética cristã, uma prática cristã e uma espiritualidade cristã. Como seres morais, os cristãos modernos podem subscrever um código do dos não cristãos. Como membros de igrejas, eles podem aceitar obrigações e observações ignoradas por não cristãos. Como seres espirituais, em oração e meditação, eles podem se esforçar para cultivar uma dimensão de vida inexplorada por não cristãos. Mas como seres pensantes, os cristãos modernos sucumbiram à secularização. Eles aceitam religião – sua moralidade, sua adoração, sua cultura espiritual; mas eles rejeitam a perspectiva religiosa da vida, a perspectiva que vê todas as coisas terrenas dentro do contexto do eterno, a visão que relaciona todos os problemas humanos – sociais, políticos, culturais – aos fundamentos doutrinais da Fé Cristã, a supremacia de Deus e da transitoriedade da terra, em termo de céu e inferno”.[iii]
Por outro lado, o entendimento do Cristianismo como uma visão de mundo desfaz esse equívoco, ao defender a inexistência de separação entre o sagrado e o secular, e que os princípios cristãos possuem densidade suficiente para abordar todas as áreas da vida humana.
 
Dentro dessa compreensão, para além de uma mera experiência ou devoção pessoal, o Cristianismo genuíno é a interpretação de toda a realidade, o que implica dizer que nenhuma área da vida humana escapa da soberania divina. O Apóstolo Paulo escreveu que em Cristo foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para Ele (Colossenses 1:16). Em outra oportunidade, o apóstolo dos gentios disse que a terra é do Senhor e toda a sua plenitude (I Coríntios 1.26).
 
O Cristianismo, como adverte Francis Schaeffer, não é apenas um monte de fragmentos e pedaços – há um começo e um fim, todo um sistema de verdade - este sistema é o único que resistirá a todas as questões que nos serão apresentadas, à medida que somos confrontados com a realidade da existência[iv]. Trata-se, portanto, de uma religião de integridade e plenitude, em que a graça de Deus habita cada espaço da vida. Por essa razão, o Senhor disse aos discípulos: Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento (Marcos 12:30).
 
Compreender o Cristianismo como uma cosmovisão é importante porque nos prepara para a defesa da fé
 
Cada dia mais me convenço que a compreensão do Cristianismo como uma visão de mundo ajuda-nos a fazer uma defesa mais consistente do Cristianismo. Afinal, para termos uma visão profunda e abrangente de nossas crenças, precisamos escavar com mais dedicação rumo aos alicerces de nossa fé. Quanto mais escavamos, mais conhecemos; quanto mais conhecemos, mais fortalecemos a razão da nossa esperança (I Pedro 3.10).
 
Em outras palavras, compreender o Cristianismo como uma cosmovisão ajuda-nos a utilizar a apologética cristã. Embora muitos a usem com essa finalidade, não é objetivo da apologética cristã simplesmente ganhar debates ou discussões no âmbito filosófico, científico ou teológico. Muito ao contrário, a intenção primordial é cumprir o Ide do Senhor Jesus, pregando o evangelho a toda a criatura, por meio de argumentos lógicos e plausíveis ao intelecto.
 
Isso não quer dizer que os cristãos tenham que fugir dos debates. De forma alguma. Charles Colson[v] afirma que “debater pode ser algumas vezes desagradável, mas pelo menos pressupõe que há verdades dignas de serem defendidas, ideias dignas de se lutar por elas. Em nossa era pós-moderna, todavia, as suas ‘verdades’ são as suas ‘verdades’, as minhas ‘verdades’ são as minhas, e nenhuma é significativa o suficiente para alguém se apaixonar por ela. E se não há verdade, então não podemos persuadir um ao outro através de argumentos racionais. Tudo o que resta é puro poder”.
 
Além disso, essa visão cristã ampla leva-nos ao estudo das demais cosmovisões, para avaliar seus fundamentos e consequências. Ao fazermos isso, encontramos argumentos suficientes para demover os falsos pressupostos das ideias contrárias ao Cristianismo, ressaltando suas falhas lógicas e consequências absurdas.
 
Compreender o Cristianismo como uma cosmovisão é importante porque nos incita a usar a mente para os propósitos do Reino
 
A mente e a intelectualidade deveriam ocupar lugares de destaque na igreja evangélica, pois, conforme escreveu John Stott, subestimar a mente é soterrar doutrinas cristãs fundamentais. Por essa razão, o estudo direcionado da cosmovisão cristã nos incita a usar o dom divino da inteligência com o objetivo de cumprir a grande Comissão de Cristo. Somos compelidos a pensar de forma cristã, pensar biblicamente ou com a mente de Cristo.
 
Ocorre que vivemos um período turbulento em que muitos cristãos abandonaram a razão e estão a utilizar somente a emoção religiosa, fazendo surgir o mal do antiintelectualismo dentro de algumas igrejas. De acordo com o sociólogo cristão Os Guinness, “o antiintelectualismo é uma disposição em não levar em conta a importância da verdade e a vida da mente. Vivendo numa cultura sensual e numa democracia emotiva, os americanos evangélicos da última geração têm simultaneamente revigorado seus corpos e embotado suas mentes. O resultado? Muitos sofrem de uma forma moderna do que os antigos estóicos chamavam de “hedonismo mental” – possuem corpos saudáveis e mentes obtusas”[vi].
 
Com efeito, a cosmovisão cristã ajuda a resgatar a verdade bíblica de valorização do intelecto para o cumprimento dos propósitos divinos, afinal o apóstolo Pedro disse para crescermos na graça e no conhecimento (2 Pedro 3.18), e o próprio Senhor Jesus enfatizou que devemos amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento (Mateus 22.37).
 
Compreender o Cristianismo como uma cosmovisão é importante porque contribui para que a evangelização e o discipulado sejam mais eficazes
 
A visão abrangente do Evangelho serve também como ferramenta de evangelização, como meio de anunciar as boas novas (Marcos 16.15). Aliás, nunca podemos perder de vista que o “Ide” do Senhor Jesus é o ponto chave do Cristianismo abrangente, que de modo algum pode ser ofuscado ou deixado de lado. Isso porque, o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16).
Igualmente, a visão cristã de mundo é extremamente útil para o discipulado, para informar e amadurecer um verdadeiro adorador de Cristo com relação às implicações e ramificações da fé cristã. Ela oferece ao novo discípulo um patamar através do qual entendemos o mundo e toda a realidade, mediante a perspectiva divina, para assumir um estilo de  vida de acordo com a vontade de Deus.[vii]
 

[i] CARDOSO LEITE, Cláudio Antônio & Fernando Antônio.  Cosmovisão cristã e transformação – Viçosa, MG: Ultimato, 2006; p. 22.
[ii] D´SOUZA, Dinesh. A verdade sobre o Cristianismo: por que a religião criada por Jesus é moderna fascinante e inquestionável; [tradução Valéria Lamin Delgado Fernandes]. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008; p.14.
[iii] BLAMIRES, Harry. A mente cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2006; p. 11/12.
[iv] SCHAEFFER, Francis. O Deus que intervém: São Paulo. Cultura Cristã, 2009; p. 249.
[v] COLSON, Charles. E Agora como Viveremos-  Rio de Janeiro. CPAD, 2000.
[vi] Citado por James Sire, Hábitos da Mente – a vida intelectual como um chamado cristão. São Paulo, SP. Editora Hagnos. 2005. p. 19.
[vii] MACARTHUR, John e outros. Pense Biblicamente – Recuperando a visão cristã de mundo - São Paulo: Hagnos, 2005; p. 20.

Da experiência à razão: a compreensão pneumatológica em Agostinho de Hipona


A pneumatologia em Agostinho
1. Introdução
Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho, é considerado um dos grandes filósofos cristãos da era patrística (sécs. I – VIII d.C.) e o teólogo mais profícuo e importante para a teologia do Ocidente. Nasceu em 354, na cidade de Tagaste, província romana no norte da África. Filho de Patrício e de santa Mônica, tornou-se maniqueísta e professor de oratória em Catargo. Por influência de santo Ambrósio começou a ler o epistolário paulino; não muito tempo depois foi batizado juntamente com seu filho Adeodato e seu amigo Alípio. Após a morte de sua mãe retornou para a África, período que marca sua vida contemplativa e seus estudos. Seu conhecimento tornou-se notório e, afamado, foi sagrado bispo de Hipona em 395 d.C. Nesta diminuta cidade dedicou-se ao exercício poemênico e ao labor teológico no campo da exegese e da sistemática, bem como da filosofia e da alma humana. Mesmo após sua morte em Hipona, no dia 28 de agosto de 430, o legado agostiniano permanece vivo, necessário e plausível à teologia do século XXI. Agostinho, Bispo de Hipona, Padre da Igreja Latina e Doutor da Igreja (Doctor Gratiae) era um teólogo que se fez pastor; um filósofo que se tornou místico; um poeta que se descobriu polemista; um escritor que lia a Escritura; e um orador que ouvia a voz do Espírito!
2. Correntes pneumatológicas anteriores a Agostinho
2.1. Ortodoxa
As duas grandes preocupações da ortodoxia antes do pensamento pneumatológico agostiniano referem-se à economia da salvação e ao mistério de Deus. Para a ortodoxia “é da natureza do Pai, do Filho e do Espírito que depende a realidade da salvação trazida aos homens”. Destacam-se nesse período os seguintes teólogos:
a) Irineu de Lião (U c.202) – Padre Grego: Denomina o Espírito Santo como a “sabedoria de Deus”. Junto com o Filho, o Espírito constitui as duas mãos pelas quais o Senhor criou o homem. Ele desvela a economia salvífica na qual a humanidade é consumada em Cristo como cabeça da criação e é renovada segundo a imagem de Deus na Igreja pelo Espírito. Afirmava que “onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus. Onde está o Espírito de Deus, aí estão a Igreja e toda graça” (Adversus haereses).
b) Tertuliano (U c.220) – Padre Latino: Empregou o termo Trindade e desenvolveu a teologia trinitária da Igreja Latina. Foi o primeiro a defender o papel autônomo do Espírito como uma Terceira Pessoa distinta do Pai e Filho.
c) Orígenes (U c.254) – Padre Grego: Afirmava que o Espírito é um ser consubstancial a Deus e não uma força ativa procedente de Deus. Baseado em 1Co 12,11, afirmava que se o Espírito atua e distribuiu os dons segundo à sua vontade, Ele não pode ser uma força impessoal ou mera manifestação. Segundo Orígenes, o Espírito trabalha na vida do crente, mas sua eficácia chega somente aos santos ou aos batizados para que vivam em boas obras e permanecem em Deus.
d) Atanásio (U c.373) – Padre Grego; Basílio Magno (U c.379); Gregório de Nissa (U c.394) e Gregório Nazianzeno (U c.390) – Padres Capadócios: O Espírito é visto em relação à controvérsia ariana que negava a divindade do Filho e consequentemente do Espírito. Para eles, o Espírito é da mesma substância do Pai e do Filho e procede do Pai através do Filho. É o Espírito do Pai e também do Filho. Portanto, o Espírito é Deus.
2.2. Heréticas
Até meados do séc. IV a divindade do Espírito não foi posta em questão, mas à medida que a divindade do Filho fora colocada em dúvida a do Espírito também passa a ser questionada. O Espírito é Deus ou uma força divina? Ele é da mesma natureza de Deus? De que forma ele procede já que não é gerado?, interrogavam.
a) Arianos: Aécio e Eunômio, da segunda geração dos arianos, desenvolveram a partir de 357 o conceito de que o Espírito é a primeira criatura do Filho, assim como o Filho é do Pai. O Espírito é inferior ao Filho assim como o Filho é inferior ao Pai.
b) Trópicos (359-360): São ortodoxos quanto ao Filho, mas afirmam que o Espírito não é consubstancial ao Pai e ao Filho.
c) Pneumatômacos: O Espírito é apenas uma força; um instrumento criado por Deus para agir no homem e no mundo. A natureza do Espírito é inferior à natureza do Pai e do Filho.
3. Da experiência à razão: o contributo de santo Agostinho
3.1. Situação em santo Agostinho: Quando o Bispo de Hipona entra no cenário das controvérsias pneumatológicas, a fórmula trinitária já havia sido largamente discutida pelos padres conciliares e definida pelos Concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381). Todavia a questão passara da conciliação lógica da Trindade e da unidade divinas à sua conciliação propriamente metafísica. Era necessário desenvolver uma teologia a respeito da fé trinitária.
a) De fide et symbolo (393): Comenta que a doutrina do Espírito ainda não fora, até sua época, estudada com a mesma abundância que a das outras Pessoas. A pneumatologia tem, por conseguinte, seu próprio estatuto e não se deve chamar o Espírito de Pai e nem de Filho, mas de Espírito Santo.
b) De Trinitate (399-419): Desenvolve um estudo particular e profundo de cada uma das Pessoas divinas, amplia o conceito de pessoa herdado dos estoicos e acrescentado à Trindade e coloca na Terceira Pessoa da Trindade uma doutrina original, descobrindo propriedades absolutas e irrepetíveis no Pai e no Filho. Substitui o termo grego hypostasis pelo correspondente latino persona. O que caracteriza a Pessoa divina, segundo o rapsodo, “é a maneira pela qual ela se revela, o que não pode ser diferente do que ela é na sua realidade”. Cada pessoa possui um caráter único. Assim, alguns dos atributos que são comuns entre o Pai e o Filho e não os distinguem são propriedades da essência. O Pai não é Pai senão do Filho, o Filho não é Filho senão do Pai, mas o Espírito é Espírito de ambos (Pai: Mt 10,20;Rm 8,11; Filho: Gl 4,6 Rm 8,9). O Espírito é comum ao Pai e ao Filho, a santidade comum, o amor e a unidade. Essa comunhão é consubstancial e coeterna. O Espírito é Espírito e amor das duas primeiras pessoas, procede delas, mas principalmente do Pai. O Espírito é chamado de Dom de Deus, sendo este título também uma propriedade do Espírito quando nos é dado. O Espírito, por conseguinte, é o princípio da unidade da Igreja, pois Ele reúne o Povo de Deus na unidade. O centro da eclesiologia pneumatológica agostiniana é: communio sacramentorum (sacramento de comunhão), obra de Cristo, e societas sanctorum (sociedade santa).
3.2. O dogma da Trindade: Agostinho aborda o tema com recursos metodológicos da hermenêutica bíblica de seu tempo. Sistematicamente demonstra a igualdade e a unidade presentes entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo nas suas atuais relações intradivinas. Com o conceito de pessoa aplicado ao Espírito, Agostinho o distingue do Pai e do Filho, mesmo que para isso empregue recursos psicológicos pelo fato de não conseguir traduzir o mistério adequadamente.
3.3. O Espírito Santo como Um da Trindade: Não há qualquer subordinação, acidente ou diversidade, entre as Pessoas da Trindade. Ele reconhece que é mais fácil falar da relação entre o Pai e o Filho do que evidenciar a relação do Espírito com ambos sem que se perca a sua singularidade. Caracteriza, portanto, as propriedades de cada Pessoa e acentua que o Espírito é presente (donum; ver p.95-97; termo que se refere também à missão do Espírito do Pai e do Filho e é comunhão (communio) entre ambos. O Espírito é igual em tudo ao Pai e ao Filho, consubstancial, coeterno na unidade da Trindade. Deus revela-se, por conseguinte, sempre trinitariamente.
3.4. Procede do Pai e do Filho – Filioque: Duas dificuldades são suscitadas: a origem do Espírito e o conjunto das relações recíprocas das três pessoas. Agostinho afirma que o Espírito procede do Pai e do Filho. “Como Espírito de Deus e de Cristo, como dádiva do Pai e do Filho, como amor que une a ambos, o Espírito procede do Pai e do Filho”, conclui.
3.5. O Espírito Santo e a Igreja na visão de Agostinho: Três características do Espírito são apresentadas como sendo semelhantes à missão que o Filho delegou à Igreja: communio, caritas e donum (comunhão, caridade e dom); mostrando assim, que é o Espírito que conduz a Igreja nos caminhos de Cristo.
Conclusão
A contribuição agostiniana à Teologia do Espírito Santo destaca-se não apenas por sua profundidade, mas também pelo fato de ele repensar conceitos e vocábulos que já em seu tempo havia perdido a pujança e, por isso, não respondia as novas indagações do seu tempo. O teólogo reconhece em diversas ocasiões os limites da linguagem e dos sentimentos humanos para expressar adequadamente o mistério. Embora a semântica do mistério trinitário agostiniano tenha os seus limites, a Teologia Trinitária avançou muitíssimo depois de sua arguta contribuição, sempre regada de sentimento, reverência e humildade.

John Hick e a Teologia do Pluralismo Religioso


O que é o pluralismo teológico?
O teólogo inglês John Hick (1922-2012) é considerado um dos mais importantes filósofos da religião e um dos principais defensores da teologia do pluralismo religioso hodierno. Sua reflexão no campo do pluralismo religioso é estudada por teólogos de diversas confissões e também por especialistas em ciências da religião. 
A teoria de J. Hick tem sido contestada por uns e aceita como um novo paradigma teológico por outros. Faustino Teixeira, por exemplo, em sua obra Teologia e Pluralismo Religioso, afirma que o pluralismo religioso é um novo horizonte para a teologia, “um singular e essencial paradigma que provoca uma profunda mudança na dinâmica da autocompreensão teológica no tempo atual”. 
Teixeira reconhece que o tema tem gerado muita controvérsia na América Latina [1] e, por essa razão, uma leitura crítica e dialógica com os escritos de John Hick não é apenas plausível como também necessária [2]. Como dialogar com o pluralismo religioso sem perder a pujança do Anúncio, da singularidade da salvação em Cristo, o mistério de Deus? O que John Hick afirma em sua obra é contrário aos fundamentos da fé cristã? Vejamos.
Contexto e novidade na compreensão das religiões
J. Hick reconhece que sua teoria é como uma demolição da fé ou apostasia na leitura dos teólogos conservadores, mas afirma que não é mais possível sustentar a ortodoxia. Sua análise debruça sobre as tradições pós-axiais e religiões mundiais: cristianismo, islamismo, hinduísmo e budismo. Partindo do particular para o geral, examina a vida real das pessoas situadas nos contextos das tradições cristãs e das outras religiões. Seu argumento é que a teologia situa-se dentro de um horizonte cultural e que o ritmo da mudança cultural também altera o quadro de referência teológica. Assim, as novas condições afetam não apenas o cristianismo como também as demais religiões. 
Segundo a leitura do autor três fatores colaboraram para essa virada de rumo: (a) As informações que o Ocidente recebeu das tradições religiosas mundiais; (b) As viagens dos ocidentais para o Oriente; (c) A imigração dos orientais para o Ocidente. Esses fatores possibilitaram ao Ocidente e à tradição cristã ocidental a constatação de valores, culturas e novas tradições salvífica até então desconhecidas pela maioria dos cristãos, além de “derrubar certa homogeneidade que caracterizava as sociedades do passado”[3]. 
De acordo com Hick, essa aproximação traz a averiguação de que um adepto de outra religião não é um ser humano melhor ou pior do que o cristão. Parece-me que Hick ao usar um argumentun ad hominem confunde o conteúdo da fé com a experiência da fé, muito embora acredite que tanto o cristianismo quanto as religiões universais produzam pessoas santificadas e por isso a salvação não pode estar restrita a uma religião. 
Todavia, no criativo e ficto diálogo elaborado por Ítalo Calvino em As Cidades Invisíveis, Marco Pólo diz ao grande Kublai Khan: “Você sabe melhor do que ninguém, sábio líder, que jamais se deve confundir uma cidade com o discurso que a descreve. Contudo, existe uma relação entre eles” [4]. Nessa mesma perspectiva afirma Libanio
Jesus é distinto do Cristianismo, mas o Cristianismo é impensável sem a fé em Jesus Cristo e esta só continuou historicamente porque o Cristianismo se tornou realidade social. Assim também as igrejas cristãs são distintas do Cristianismo e de Jesus Cristo. No entanto, existem relações entre essas três realidades [5].
Isto posto, o fato de muitos cristãos não viverem plenamente os ensinos de Cristo e o de adeptos de outras religiões não serem igualmente melhores ou piores que os cristãos não significa que a salvação em Cristo não seja singular, embora o testemunho deveria confirmar a fé salvífica (Ef 2, 8-10). Na verdade, toda e qualquer afirmação de Hick a respeito da ética cristã pode encontrar apoio ou contradizer o argumento dependendo da direção que o leve.
 O problema do pluralismo religioso: a pessoa de Cristo
O problema que Hick e os teólogos pluralistas têm de enfrentar não é o modo como os religiosos vivem a sua doutrina, mas a exclusividade da pessoa de Jesus Cristo. Eles precisam descontruir a fé apostólica como se encontra em o Novo Testamento para ajustar Jesus aos conceitos plurais das religiões. 
Para ele, a pessoa histórica de Jesus de Nazaré tem de ser abandonada por um conceito mais universal do Logos, isto é, o Cristo não-histórico. O Logos seria a fonte universal de todas as religiões mundiais, da qual a figura histórica de Jesus de Nazaré é um empecilho. Com isto Hick afirma que todas as religiões mundiais são todas inspiradas e convertidas em fonte de salvação pela mesma influência transcendente, isto é, do Logos, e, portanto, é preciso abandonar o Jesus histórico e aceitar como novo paradigma o Cristo cósmico ou Logos eterno [6]. 
Por conseguinte, o Transcendente, Divino, Último ou Real, manifestou-se como Cristo para o Cristão, Dharma para os hinduístas e budistas, Allah para os mulçumanos, e assim por diante. Ideia muito semelhante às heresias primitivas que os primeiros teólogos cristãos tiverem que enfrentar. Por conseguinte, para conciliar as religiões, Hick e seus adeptos abandonam a figura histórica de Jesus de Nazaré e a trocam pela teoria do Cristo cósmico. Essa posição dificilmente seria sustentada pelos primeiros teólogos da igreja nascente e, provavelmente, seria condenada pelos primeiros concílios.
Esdras Bentho é Pedagogo e Mestrando em Teologia pela PUC Rio.
Notas
[1] TEIXEIRA, F. Teologia e Pluralismo Religioso. São Paulo: Nhanduti Editora, 2012, p. 167,163.
[2] HICK, J. Teologia Cristã e Pluralismo Religioso: arco-íris das religiões. Attar Editorial, 2005.
[3] MIRANDA, M. de F. Verdade cristã e pluralismo religioso. In Atualidade Teológica. Ano VII, no 13, janeiro/abril de 2003, p.32.
[4] CALVINO, Í. As cidades invisíveis. São Paulo: Publifolha, 2003, p.27.
[5] LIBANIO, J.B. Qual o futuro do cristianismo? São Paulo: Paulus, 2006, p.21.
[6] BOFF, L. Evangelho do Cristo Cósmico: a busca da unidade do todo na ciência e na religião. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p.162-3.

Marketing para a Escola Dominical


Os objetivos do marketing comercial e os propósitos da igreja
I. Marketing e Igreja: Propósito e Finalidades

1. Definição
Marketing ou “márquetin” é um termo que procede da língua inglesa que significa “mercadologia”, isto é, o “estudo do mercado”. Procede de market cujo significado é “mercado”, “comercializar”, “vender”, “colocar no mercado”. De acordo com Raimar Richers, autor de Marketing, uma visão brasileira, o vocábulo pode ser definido como “a intenção de entender e atender o mercado”.

Isto significa que, se a Escola Dominical pretende atender os seus alunos com eficácia é necessário, primeiro, CONHECÊ-LO, saber quem ele é, segundo, ENTENDÊ-LO, isto é, identificar o que ele quer, para somente depois traçar uma estratégia ou plano de marketing a fim de ATENDÊ-LO em suas necessidades. Portanto, está incluso nas estratégias de marketing para a Escola Dominical (ED):

    a) Divulgar a ED;
    b) Conquistar e Fidelizar  alunos;
    c) Fortalecer a imagem da ED;
    d) Enfatizar os diferenciais da ED.

No entanto, de modo algum o marketing deve ser confundido com a propaganda. Esta, não é marketing, mas uma das ferramentas usadas por ele.
Portanto, o marketing como teoria de mercado é constituído pela reunião de ações estratégicas que visam:

1. Lançar e sustentar um produto ou serviço;
2. Conquistar e manter clientes.

Mas, o marketing  não se restringe apenas a produtos e serviços, pois suas ferramentas são empregadas em diversos contextos e situações. É usado para “vender” a imagem de um político; difundir uma idéia ou ideal, além,  é claro, de servir ao caráter egocêntrico de nossa época mediante o mau uso do marketing pessoal.

2. Marketing Comercial  e Igreja – objeto e objetivos

O marketing originou-se a fim de atender as necessidades de mercado, muito embora não esteja limitado aos bens de consumo, mas passível de ser aplicado a diversos contextos e situações, como já observamos.
Somente ao estudarmos a história, conceito e evolução do marketing, assim como as necessidades industriais e comerciais que lhe deram origem, é que podemos traçar um paralelo consciente e crítico entre os propósitos do marketing e da igreja. Portanto, os objetivos do marketing não são os mesmos da Igreja.

Propostas Marketing Comercial 
1. Agradar ao cliente.

2. Obter lucro para a empresa.

3. Mercadológico.

4. Centrado em satisfazer as necessidades  materiais e efêmeras das pessoas.   
 
Propósitos da Igreja
1. Agradar a Deus.

2. Ganhar almas para o Reino de Deus.

3. Evangelístico.

4. Centrada em satisfazer as necessidades espirituais e eternas dos homens

A igreja, como instituição eclesiástica, que considera necessário o uso de algumas estratégias de marketing, deve ser cuidadosa na aplicação dos mesmos, usando-os com sabedoria, parcimônia, e, segundo a sua missão, conforme as Escrituras (Mt 28. 19, 20; Mc 16.15). 
No entanto, deve lembrar que nenhuma ferramenta humana substitui a oração, o poder contagiante da santidade de vida de seus membros, à ação viva e poderosa do Espírito Santo na igreja. O “marketing” que sempre acompanhou o movimento pentecostal não foram às estratégias mercadológicas, mas os sinais miraculosos dos dons, a transformação das centenas de vidas presas pelos aguilhões do pecado e o avivamento bíblico, voltado para o comprometimento com as Sagradas Escrituras.

A Bíblia, na verdade, é contrária a qualquer ação, seja filosófica, social ou mercadológica que se oponha à autenticidade do Evangelho ou que seja um subterfúgio ao poder do Espírito (1 Co 2.1-16). Muitos porém, no afã de serem bem-sucedidos no ministério, falsificam a Palavra (2 Co 2.17) e contrabandeiam para o Evangelho, fundamentos alheios e perigosos para a pureza do mesmo (2 Pe 2.1). Portanto, as estratégias de marketing para a Escola Dominical devem ser usadas como recurso metodológico auxiliar, servil à gestão educacional, e não como substituto da própria gestão. Como afirma César M. Carvalho “Respeitando o fundamento que é o Senhor Jesus Cristo, o obreiro da Escola Dominical pode utilizar o marketing para a Escola Dominical como um meio, mas jamais como um fim...” (Marketing para a Escola Dominical. RJ: CPAD, 2005, p.162).

3. Preparação Estratégica da Escola Dominical.   

As estratégias de marketing devem ser contempladas na gestão da própria Escola Dominical. Não deve ser um objeto estranho a gestão, mas incorporado ao planejamento anual da Escola. De pouco adianta o uso das estratégias de marketing, se a Escola Dominical não está apta ou em condições de manter os novos alunos.

3.1. Visão Estratégica

Vejamos dois exemplos bíblicos que ratificam o emprego do planejamento na gestão da Escola Dominical:

Exemplo 1:

Texto: Lucas 5.36-38.


Proposição: Uma veste velha não suporta o remendo de pano novo, pois rompe o tecido, e faz-se maior rotura; assim como não se põe vinho novo em odres velhos, pois o odre ressecado e rachado não suporta a fermentação do vinho novo.

Lição: A convivência do novo com o velho gera conflitos, algumas vezes, prejuízos, pois perde-se a ambos. O ideal é que o odre velho seja recuperado, preparado, renovado a fim de suportar o vinho novo.

Conclusão: A aplicação de uma estratégia de marketing na Escola Dominical não deve anteceder a avaliação e reforma da própria escola.

Exemplo 2:

Texto: Lucas 14.28-30.


Proposição: Toda construção deve ser precedida de um planejamento. Sem o estabelecimento de um plano estratégico, não se conclui satisfatoriamente uma obra, podendo o construtor ser vítima de escárnio ou motejo.

Lição: Planejar, primeiro ato para qualquer empreendimento, inclui um programa com objetivos definidos, cálculo das despesas e verificação dos recursos necessários à construção.

Conclusão: A aplicação das estratégias de marketing na Escola Dominical deve ser um empreendimento organizado, projetado de acordo com as necessidades e condições da igreja.

Devemos lembrar que o pescador prudente antes de jogar as redes ao mar, verifica as condições da mesma (Mc 1.19), a fim de que os peixes não escapem ou a rede não se rompa devido a grande quantidade de animais marinhos (Jo 21.11).

3.2. Check-list das Condições da ED.

Antes de implementar as estratégias de marketing na Escola Dominical, recomendamos que seja feito um check-list das atuais condições da ED, principalmente de sua estrutura física e de sua equipe pedagógica. Gasta-se tempo, dinheiro, recursos diversos e, às vezes, a própria credibilidade do gestor na implementação de estratégias de marketing, ao passo que a Escola não está preparada para receber os novos alunos.

II. Plano de Marketing

1. Composto do Marketing

O composto do marketing ou “4Ps”, foi proposto por Jerome McCarthy na obra Marketing Básico (KOTLER, 2000, p.37). Sua proposta era que as empresas conhecessem o mercado em que iriam atuar e também definissem as melhores estratégias para atingir os clientes. Para conseguir tal efeito era necessário estabelecer objetivos, metas e operações envolvendo: Produto (mercadoria), Preço (valor pago pelo bem), Ponto-de-venda (disponibilidade do produto), Promoção (estímulo à comercialização do produto). Os 4Ps reunidos, formam o composto básico do marketing (mix do marketing), mas hoje já foram acrescentados outros tantos “Ps”. No entanto, no planejamento do marketing para a Escola Dominical, os 4Ps, devem, necessariamente, transformarem-se em: Utilidade (em vez de Produto); Valor (no lugar de Preço); Comunicação    (em vez de Promoção); Acessibilidade (no lugar de Ponto-de-venda).

2. Planejamento Estratégico.


O Planejamento Estratégico de Marketing orientado para a Escola Dominical envolve as seguintes atividades:

1.    Definição da missão da ED.
2.    Análise da atual situação da ED.
3.    Formulação de objetivos.
4.    Formulação de estratégias.
5.    Implementação, feedback e controle.
6.    Orçamento.

3. Divulgação da ED

    A sua Escola Dominical pode ter a melhor estrutura física, uma excelente equipe de professores, todas as condições pedagógicas para oferecer aos membros de sua igreja o melhor ensino, mas é necessário que a igreja saiba disso. Isso será feito por meio da divulgação.   A divulgação tem dupla finalidade: (1) ampliar a visibilidade da ED para que ela possa conquistar novos alunos e manter os que já tem; (2) consolidação e fortalecimento da imagem da ED.

3.1. Propaganda

Uma boa propaganda deve interessar, persuadir, convencer e levar à ação. Para que um anúncio cumpra a sua missão é necessário o apelo a uma necessidade, despertando ou criando o desejo. A forma de comunicação mais acessível à ED são: folders e panfletos; internet (marketing digital); rádio; mídia exterior (banner, adesivos, etc.), mas não é dispensável: jornais locais, revista (outros: outdoors, televisão).

3.2. Marketing Direto

O marketing direto, segundo Drayton Bird, em seu livro Bom Senso em Marketing Direto (Makron Books, 2000), é um marketing de relacionamento em que o serviço é apresentado as pessoas certas, por meio da comunicação direcionada. Portanto, o marketing direto cumpre duas funções: (1) aquisição de nomes pessoais e, (2) ativação e manutenção de relacionamento contínuo com pessoas já conquistadas. Inclui: mala-direta, e-mail marketing, folheto, correspondência, telemarketing ativo, eventos reservados, newsletters, marketing de database etc.

3.3. Invista na Imagem de seus Professores

Melhore a imagem de seus professores. Ajude-os na composição de uma imagem positiva a respeito de si, da importância deles e do ofício que desempenham para a escola. Invista na capacitação coletiva e individual de sua equipe. Reúna-se periodicamente com a sua equipe.

3.4. Eventos.

Nesta categoria a escola pode efetuar diversas atividades educacionais que, ao mesmo tempo em que motiva a equipe de professores, edifica coletivamente a igreja e divulga o seu trabalho. Uma ocasião propícia é a festa anual da Escola Dominical. Esses eventos incluem: Semana Pedagógica; Conferências; exposições; workshop; chás ou café literário. Proporcione aos seus professores a oportunidade de participarem das Conferências e Congressos de Escola Dominical promovidos pela CPAD.

As estratégias de marketing, bem como as suas ferramentas, não têm efeito duradouro enquanto a Escola Dominical não estiver preparada para assistir, educar e manter os novos alunos. Por isso, estruture a sua escola para as grandes realizações que estão a caminho. Lembre-se: “Vinho novo deve ser deitado em odres novos” (Lc 5.38).

Elias: Yahweh é meu Deus


Nossa decisão em servir ao Senhor fielmente talvez não agrade nossos contemporâneos, e até mesmo as pessoas mais próximas.
1. Seu Nome
Nas Escrituras, o nome indica a essência da natureza e personalidade da pessoa, o íntimo do portador, sua índole e missão (ver Nabal, 1Sm 25.25)[1]. Deste modo, embora saibamos pouco sobre Elias, a definição de seu nome designa algumas características de seu caráter e devoção. Elias é abreviação grega de dois nomes divinos hebraicos, El (Deus) e Yahweh (Senhor). No hebraico Eliyyahu significa “Deus é meu Senhor” ou “Yahweh é meu Deus”. Nome muitíssimo apropriado para o contexto religioso no qual o profeta é chamado a exercer o ministério. Enquanto muitos sacerdotes e profetas do Senhor foram mortos ou se refugiaram em locais secretos, Elias desponta como a testemunha fiel cujo nome testificava acerca da soberania do Senhor sobre ele e Israel. Apesar de Baal e sua consorte serem reverenciados sob os auspícios do rei Acabe (hb. “irmão ou igual ao pai”) e da rainha Jezabel (hb. “casta”), ao se pronunciar o nome Elias, de um modo ou de outro, se afirmava o seu significado – um modo de não se esquecer quem de fato é o Deus de Israel. O significado do nome Elias atesta que seu portador era um servo fiel e convicto da soberania de Yahweh. Ele escolheu ao Senhor como o seu único Deus. Isto já era suficiente para provocar a indignação da nação idólatra e perversa.
Nossa decisão em servir ao Senhor fielmente talvez não agrade nossos contemporâneos, e até mesmo as pessoas mais próximas. Com amor, entretanto, devemos mostrar que nossa fidelidade a Deus não nos afasta das pessoas que amamos, mas também tem a força e o poder de nos achegar àquelas que nos detesta. Mas há momentos em que devemos ser firmes contra o pecado, a idolatria, aos falsos deuses, ao orgulho e às injustiças sociais contra os pobres e fracos. Elias era esse tipo de homem. Seu nome assim dava testemunho de sua decisão em servir ao único Deus verdadeiro, assim como o seu caráter e santidade confirma a obra do Espírito em sua vida.
2. Sua Origem
O cronista afirma que Elias era “o tisbita, dos moradores de Gileade” (1Rs 17.1; 2Rs 1.7,8). Nada é dito de seus pais e parentela, assim como Melquisedeque (Gn 14.8; Hb 7.3). Provavelmente procedia de família tão simples e sem importância histórica para Israel que o literato dispensou tais informações. Todavia, o artigo (“o tisbita”) descreve duas características importantes. Primeiro, designa-o como a personagem mais singular da região de Tisbe. Segundo, diferencia-o de outros três Elias mencionados na Bíblia:
a) Elias, líder de uma das famílias do clã de Benjamim [1Cr 8.27];
b) Elias, sacerdote que havia casado com mulher estrangeira na Babilônia [Ed 10.21];
c) Elias, um filho de Elão [Ed 10.26]).
Pode haver muitos nomes iguais no mundo, mas Deus conhece cada pessoa particularmente. O nome Moisés era um nome muito usado entre os egípcios, mas Yahweh conhecia intimamente apenas um.
Apesar de poucos sabermos sobre a localização de Tisbe, o autor a situa na região de Gileade – uma região montanhosa da Transjordânia[2] ou do lado leste do rio Jordão. Charles Pfeiffer afirma que Tesbe “ficava em Gileade, entre os rios Jarmuque e Jaboque na Transjordânea”[3].
Assim:
Para Deus não importa nossas origens;
Para Deus pouco interessa nossos antepassados;
Para Deus o teu sobrenome não é importante;
Para Deus a casa que tu moras,  o carro que andas e a  roupa que usas não intervém
 Ele quer que você apenas se disponha, como Elias se dispôs.
Pode-se saber um pouco mais dos hábitos e características físicas de Elias a partir de Gileade. Em termos gerais, Gileade “ia desde o lago da Galileia até a extremidade norte do mar Morto, medindo cerca de 97 km de comprimento e 32 km de largura”[4]. A terra árida e de intenso calor exigia a presença de pessoas austeras, rudes, musculosas, queimadas pelo sol, fortes, persistentes. Charles  Swindoll afirma que Elias tinha muita relação com sua terra: hábitos que beiravam o grosseiro e o áspero, o violento e o severo[5]. Obviamente, a situação empedernida de Israel exigia a presença de um bate-estaca como Elias em vez de um profeta palaciano como Isaías; de um homem rude do campo em vez de um cidadão educado da polis. Ele é um profeta para momentos de crise sem igual na história de um povo. A forma rústica como João, o Batista, se vestia, e o tom grave e direto de suas palavras lembraram aos seus ouvintes do ministério de Elias (Mt 3.1-12; 11.7-14).
3. Seu Caráter
Elias era uma pessoa cujo caráter fora forjado no calor escaldante da Transjordânia e dificuldades do chão pesado e cru de Tisbe. De sua história identificamos alguns traços de seu caráter: coragem, zelo, fé e perseverança.
a) Coragem. A coragem é uma energia moral que nasce e se fortalece diante do perigo. Enquanto muitos veem o perigo e recua, o corajoso avança e o enfrenta. Ninguém questiona aquele que evita o perigo para salvar a própria vida. A prudência e a sabedoria até exigem isto. Mas o corajoso é impulsionado a agir quando todos recuam. É imperativo que ele vá; não é imperativo que ele fique. Elias dirigia-se à casa real ciente dos perigos, no entanto, anunciava a verdade que Israel precisava ouvir. Ele convoca os profetas e sacerdotes de Baal para um teste decisivo. É lamentável que hoje tenhamos tantos profetas palacianos e tão pouco Elias. Profetas que desejam agradar ao rei em vez de apontar-lhe o caminho. Líderes recolhem em sua intimidade profetas que interpretam seus sonhos e profetizam somente o que lhes agradam. Onde estão so Elias de Javé?
b) Zelo (1Rs 19.10). O zelo é uma dedicação ardente, o cuidado, diligência e desvelo com que assumimos e colocamos em ação em nossas responsabilidades. Elias zelava pela santidade do Senhor e pureza de Israel. Seu ardente cuidado o tirou de sua terra e família, pondo-se em perigo diante do rei idólatra. Mas a verdade precisava ser dita. Os profetas de Baal desafiados e Yahweh triunfando sobre as falsas divindades cananeias.
c) Fé (1Rs 17.1; Tg 5.17,18). Nesse contexto, é crer que Deus é capaz de realizar sob nossas palavras ações sobrenaturais. O impossível se torna possível quando estamos na relação certa com Deus.
d) Perseverança. É uma qualidade moral mediante a qual a pessoa se mantém firme e constante diante das dificuldades. Disse certo autor que a perseverança não é uma qualidade que se improvisa ao capricho da necessidade, mas brota de uma vontade férrea, adestrada na escola do trabalho e do sofrimento[6]. Elias assim permaneceu diante das agruras enfrentadas em seu ministério. Apesar dos desafios, permaneceu firme.
4. Seu Ministério
Elias era profeta. Nesta qualidade era chamado de ish ha Elohim, homem de Deus. Ele falava em nome e no lugar de Deus, como designa a etimologia do vocábulo. Os termos hebraicos para profeta designavam uma pessoa que entrava em estado de ebulição e despejava palavras proféticas e tinha visões da parte de Deus. Esses profetas eram de duas categorias: os da escrita; e os orais. Da primeira, Isaías é considerado o maior, e, da segunda, Elias. O profeta da escrita ocupava-se em registrar pacientemente suas profecias nos rolos. O profeta oral, nada escreveu. Elias era assim um profeta de ação e consequentemente de milagres. Não era treinado nas escolas de profetas; não possuía ascendência que lhe autorizasse assumir tal função. Contudo, era chamado, vocacionado. E a chamada, amigo leitor, é uma ferida incurável. Ela não sara, não cicatriza, permanece sempre aberta. O tempo passa e ali está ela, aberta, incurável aguardando o momento de dizermos: Eis-me aqui, envia-me a mim. Não queres obedecer a Voz?
Kharis kai eirene
Esdras Bentho
 

[1] BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada. 13.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.242-47.
[2] Note que Cisjordânia significa “nesse lado do Jordão” apontando para o oeste, enquanto “trans” quer dizer leste. Assim, a região de Gileade é usada para se referir a toda área leste da Palestina ocupada pela meia tribo de Manassés, Rúben e Gade.
[3] Comentário Bíblico Moody. Vl. 2, São Paulo: IBR,1995, p.159.
[4] CHAMPLIN, Russel Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vl. 2, 6.ed., São Paulo: Candeias, 2002, p.906.
[5] SWINDOLL, Charles R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. São Paulo: Mundo Cristão, 2001, p.28.
[6] SCHWANTES, S. Júlio. Colunas do caráter. 5, ed., São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1980, p.92.

AMOR INCONDICIONAL ...

AMOR INCONDICIONAL

Amar é acima de tudo entender que nem todos são iguais, que existem pessoas
realmente ignorantes que não entendem o que falamos.
Ainda assim devemos amar tais pessoas, por que o que seria de tudo
que tentamos fazer se não tivermos a capacidade de amar a todos. Sei que é dificil,
por que amar seus inimigos é o requisito exencial de alguém que se diz filho de Deus.
Amar alguém que não tem a mesma fé, e não tem o mesmo pensamento, nem as mesmas ações.
Devemos sempre orar e pedir a Deus por estas pessoas, para que elas venham a
entender os nossos pensamentos e o nosso coração. Ter a paciência que um verdadeiro pai e mãe tem com seus filhos, não espancalos com palavras asperas, por que quando crescerem vão sair de casa. Da mesma forma acontece com quem faz isso até mesmo com irmãos fazendo com que saiam até mesmo para o mundo, e não tem uma visão Espiritual de nada. Somos todos falhos de algum modo ou outro, e creio eu que somente com Jesus poderemos andar pelo caminho estreito e correto da vida, fazendo a sua vontade que é a vontade de Deus. Não mentir, não roubar, não matar, não desejar o que é do próximo; Mas o mais importante tem amor em seu coração, ter humildade em suas ações; E Evangelizar é saber que para viver o reino de Cristo temos que nos misturar no mundo, andar entre cobras, entre serpentes e escorpiões e não seremos atingidos, pois estamos ungidos e protejidos pelo poder do Espirito Santo. Fianlmente se você que se diz crente tem que se esconder e ficar encolhido pois acha que vai ser atingido ou como diziam no antigo testamento seria CONTAMINADO PELA IMPUREZA DO MUNDO,
então não serve para ser um Evangelista, para ser um Homem de Deus.
Pois o que seria de mim que tivesse que ficar escondido e não assumir que sou crente
mesmo entre os pecadores e não somente dentro de uma igreja...
até mesmo querendo cargos e se aparecendo...
temos que ser crentes 24 horas em qualquer lugar, falar e agir como tais em qualquer lugar...
FIQUEM TODOS NA PAZ DO SENHOR JESUS.
Pr. Marcello Ferraz.

DEVOCIONAIS

REDE AMIZADE GOSPEL PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM

Photobucket

LUTERO - O FILME - COMPLETO


O Poder da FÉ move nossa web radio em todo Brasil

TOME CUIDADE PARA NÃO IR AO INFERNO CLIQUE ABAIXO E ASSISTA AO VIDEO INTEIRO

MORREU POR SER CRISTÃO

ELE FOI MORTO POR SER CRISTÃO O REDE GLOBO ANUNCIOU

Mensagem do Evangelista Marcello Ferraz.

((( AMOR ))) Quando o amor é Cristão significa que é estar aberto a perdoar a todos, a orar para todos e a pedir o perdão de todos; Independente da sua RELIGIÃO, seja uma das muitas igrejas evangélicas ou seja da igreja Católica, na Radio Ferraz, doando uma hora do seu dia para Deus fazendo um horário na radio, diretamente de seu lar, sem precisar ao menos sair de casa, com um computador , uma internet e um microfone. Estamos orando para todos que estão aqui na radio, e orar é falar com Deus, falar assim como falamos com o nosso pai ou nossa mãe, temos o direito adquirido pela morte de Jesus na Cruz. Aqui estamos trabalhando 24 horas por dia para levar os louvores de nossos irmãos cantores a todas as partes do mundo, independente da sua igreja, sendo o irmão ou irmã batizado ou batizada em uma igreja evangélica, por que sabe que o único intermediador entre Deus e o homem é Jesus Cristo que comprou a nossa Salvação com Morte de Cruz. Ao Contrário que muitas igrejas pregam, Jesus não veio instituir uma Igreja ou Religião, Ele veio instituir o Amor... Amar é levar a palavra de Deus ao mundo.
Evangelista Marcello Ferraz

TV REDE AMIZADE GOSPEL

Missões, A Igreja Perseguida. Você Está Fazendo Sua Parte? IMPACTANTE! Vídeo Para Cristãos!

"Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados." (Hb 11:34-40) O Portal Vale Gospel.com separou uma pilha de vídeos sobre o assunto, não para que vos escandalizeis mas, para lembrarmos todos os dias de nossos irmãos em outras nações e orarmos por eles, cristãos e missionários que morrem todos os dias para cumprirem o "ide", missão deixada a todos nós que seguimos a Jesus.

1° Vídeo - Missões, A Igreja Perseguida. Você Está Fazendo Sua Parte? IMPACTANTE

2° Vídeo - IMAGENS FORTES - Cristãos sendo queimados vivos na Costa do Marfim.

3° Vídeo - IMAGENS FORTES - Cristãos sendo torturados. VIDEO FOI REMOVIDO DO YOUTUBE

4° Vídeo - IMAGENS FORTES - Cristãos são mortos e perseguidos na Índia por hindus . VIDEO FOI REMOVIDO DO YOUTUBE

Participe da nossa radio.

É de grande importância que você que está acessando a nossa rádio participe, perca uns minutos e faça o seu cadastro; É importante por que você vai estar mostrando quem você é, e também dizendo que você é um ou uma ouvinte da nossa web rádio. Assim também como é de nosso interesse que a cada dia mais e mais pessoas acessem e escutem a nossa web rádio, pois estamos levando o evangelho de Cristo a todas partes do Mundo...

Aulas On Line Professor Marcello Ferraz

Novo msn/e-mail

Amigos adicionem nosso novo msn/e-mail para atendimento geral.
msn@radioferraz.com.br

Estamos Orando pela Paz no Mundo, junte-se a nós, você que quer fazer parte desta corrente de oração pela Paz no Mundo. Entre em contato pelo nosso e-mail:
queroorarparaalguem@radioferraz.com.br

Se você esta precisando de oração mande seus pedidos para o e-mail abaixo:
pecasuaoracao@radioferraz.com.br

 
Support : Criação do Site | Marcello Ferraz | Evangelizando o Brasil e o Mundo
Copyright © 2011. RADIO FERRAZ - Todos Direitos Reservados
Template Modify by Criação de Sites
Proudly powered by Blogger